No meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
"Carlos Drummond de Andrade"
Reflexão!
A poesia de Carlos Drummonde retrata desafios que encontramos no ambiente de uma organização, a expressão "No meio do caminho tinha uma pedra" (Carlos Drummond), pode ser representada como alguns conflitos gerados pelo poder em uma organização.
Conflito
A busca pelo certo e o errado
É trabalho, é conflito acirrado...
Na ação, o Direito, o"errado"exclui
Mas, é o livre arbítrio que o produz...
Markuse pensa que é dilema...
Marx defende uma outra cena...
Ataca o capitalismo, sem pena...
E diz: "Sua anarquia cega e lenta
Logo vai evidenciar-se plena,
Ainda que a justiça não a condene,
Se esse ar contraditório continuar
Capital e trabalho não vão acordar..."
Pro debate, vão ter que se preparar
Para o certo e o errado reconsiderar...
Termos fortes que vão apressar
O interesse das classes em se organizar
E afinal o capital, vai ter que deixar,
Na dialética, o trabalho... Trabalhar!
"Ibernise"
Reflexão!
A poesia mostra o conflito e a busca de poder na organização, pode-se perceber que a tipos de interesses, e o mal uso do poder que se não entrarem em acordo pode levar a conflitos.
Canção da Torre Mais Alta
Mocidade presa
A tudo oprimida
Por delicadeza
Eu perdi a vida.
Ah! Que o tempo venha
Em que a alma se empenha.
Eu me disse: cessa,
Que ninguém te veja:
E sem a promessa
De algum bem que seja.
A ti só aspiro
Augusto retiro.
Tamanha paciência
Não me hei de esquecer.
Temor e dolência,
Aos céus fiz erguer.
E esta sede estranha
A ofuscar-me a entranha.
Qual o Prado imenso
Condenado a olvido,
Que cresce florido
De joio e de incenso
Ao feroz zunzum das
Moscas imundas.
Mocidade presa
A tudo oprimida
Por delicadeza
Eu perdi a vida.
Ah! Que o tempo venha
Em que a alma se empenha.
Eu me disse: cessa,
Que ninguém te veja:
E sem a promessa
De algum bem que seja.
A ti só aspiro
Augusto retiro.
Tamanha paciência
Não me hei de esquecer.
Temor e dolência,
Aos céus fiz erguer.
E esta sede estranha
A ofuscar-me a entranha.
Qual o Prado imenso
Condenado a olvido,
Que cresce florido
De joio e de incenso
Ao feroz zunzum das
Moscas imundas.
Reflexão!
A poesia retrata momentos que vivenciamos em uma organização, onde o autor expressa o uso do poder que em certos momentos gera um conflito de oprimir e aprisionar uma pessoa em seu trabalho. Expõem que devemos ter tolerância e paciência para lidarmos com esses conflitos.